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Acompanhe esta seção de artigos sobre a área da Psicologia e da Sexualidade Humana.

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● Artigo 4.1 - DISFUNÇÕES SEXUAIS " UM PROBLEMA DOS TEMPOS MODERNOS"

 Em verdade, se recorrermos a dados históricos, veremos que a preocupação com o desempenho e a busca do prazer remonta a tempos muito antigos. Descobriremos ainda na Grécia antiga, a produção de “dildos”, hoje conhecidos como vibradores, alem da produção de inúmeros afrodisíacos, bem como a tentativa de produzir  um preservativo a partir da tripa de animais, ou ainda anticoncepcionais a partir de misturas que envolviam até fezes de crocodilo.

Todas essas tentativas, no entanto, foram sempre mantidas sobre grande sigilo, afinal, quase tudo era ‘ feio, pecado, proibido.

A igreja, proibia o sexo em 273 dias pôr ano no sec. Vl l, e no sec. XVl, ainda o proibia pôr 130 dias no ano. Para isso, contribuiu sem duvida, St°. Agostinho,(sec. V) com sua teoria do pecado original. Esta vinha perdendo força, quando foi retomada pôr  São Tomas de Aquino, (sec Xll). Tal controle encobriu pôr  vários séculos os problemas: Ninguém ousava se queixar.

Essa repressão segue até nossa era , em novelas como XICA DA SILVA e series como O GUARANI, está bem representada essa cultura, machista, onde à mulher não podia nem se mexer, (durante o ato sexual), sob pena de ser rotulada de prostituta. Chega até o século XX, atenuada é verdade, mas ainda no inicio do século havia uma divisão:

- A ”mulher direita” que casava virgem, muitas vezes em casamentos arranjados, onde o sexo era para “servir” ao marido, que tinha direitos, enquanto a mulher, deveres: “ Cumprir com a obrigação de esposa”. Alem é claro das tarefas domésticas.

- E a mulher “vadia”, a essa sim era dado o direito ao prazer, em troca, perdia outros  direitos, como o de ser respeitada, ou ir à igreja pôr ex.

- Vale lembrar que “vadias ou prostitutas” era também o titulo dado a atrizes de teatro, circo, cantoras, etc.

Mas voltemos ao século XVlll:

Para dar conta do trabalho, aportavam em nossos portos, “navios negreiros” despejando negros e negras, vindas da África. As negras não estavam sob o jugo da cultura colonizadora, e, ao serem obrigadas a “servir” ao senhor, berravam e gemiam como verdadeiras fêmeas de sangue quente.
Ainda levaria algum tempo até que as damas da corte descobrissem, em contato com as negras, o que estas sabiam de cor. Personagens como Marquesa de Santos e Dona Beija deram sua contribuição. Mas é só na década de 60 do século XX, que as mulheres, em praça pública deram seu grito de liberdade queimando sutiãs. Logo Leila Diniz iria escandalizar indo à praia, grávida, de biquíni. Como se não bastasse, surge a pílula, foi a gota d’água, a mulher descobre o prazer do orgasmo, enquanto o homem, ameaçado, não mais podendo exigir a virgindade, que impedia que fosse comparado com outro, descobre a ejaculação precoce e a disfunção erétil :
Estão descobertas as disfunções sexuais.

Agora o orgasmo não é mais privilégio masculino, e se ele não for capaz de proporcioná-lo à mulher, ela provavelmente, procurará outro. E é ao buscar outro, que muitas vezes, ela descobre e só então que o prazer existe.

Tudo isto aconteceu muito rápido, cerca de 3 décadas . Alem do que, nessa mesma época ocorrem uma serie de acontecimentos políticos-econômicos . O golpe de 1964, as varias moedas, geradoras de crises econômicas, o desemprego, o aumento da violência...

...E ainda apareceu a AIDS. Aí é demais. Tempere-se tudo isso com uma grande dose de STRESS que assola o mundo, machista principalmente, pronto: Está formado o “caldo de cultura” para o surgimento de inúmeros problemas individuais e ou conjugais, entre os quais as DISFUNÇÕES SEXUAIS. Sendo as mais comuns no homem:  Ejaculação precoce e disfunção erétil, (impotência) enquanto que na mulher temos a anorgasmia e vaginismo como as mais freqüentes.

Antes não tínhamos esse problema queixam-se alguns. Mas não há motivo para pânico, apenas um ciclo foi fechado, estamos caminhando rumo a uma nova ordem, sem dúvida muito mais prazerosa, que permitirá o crescimento pessoal e coletivo. Todo o começo num entanto, assusta, demanda investimento, e o primeiro passo é o dialogo. Converse com seu parceiro(a) com amigos ou busque apoio especializado, mas faça. Você talvez descubra, que bem mais fácil do que imaginava, sair do “feijão com arroz e ovo frito” para um suculento banquete, que pode estar bem próximo, sem que o tenha percebido.

Felicidades e...

Muito prazer. 

BIBLIOGRAFIA
JABLONSQUE, Bernardo – Até que a Vida nos Separe – Ed. Agir - RJ  

NOVAES, Carlos Eduardo – Sexo Para Principiantes – Ed Ática SP
 
TANNAHIL, Reay  - O Sexo na História – Ed  Francisco Alves RJ
 
      

Augusto Mendes
Psicólogo/sexólogo

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