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da Psicologia e da Sexualidade Humana.
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● Artigo 0.1 - SEXUALIDADE FEMININA
Estamos no terceiro milênio, no entanto em alguns aspectos a sexualidade feminina ainda está na idade média. Claro que
houve avanços, afinal hoje uma mulher grávida na praia de biquíni já não chama mais atenção. Mas para muitas essa tal
liberdade ainda não chegou, daí o grande numero de mulheres que se queixam de: anorgasmia (falta ou dificuldade
de atingir o orgasmo), vaginismo (contração involuntária da musculatura vaginal impedindo ou dificultando a relação),
frigidez (falta de interesse pela atividade sexual). Há ainda muita timidez, insegurança, vergonha do próprio corpo,
vergonha de se despir ante o companheiro...
A mulher vive, ainda hoje, enclausurada em si mesma. Fruto de uma criação repressora onde o que é bom, “é feio imoral ou engorda”.
Ao chegar ao consultório o casal não raro traz uma história de vários anos onde a sexualidade não foi exercida ou exercida precariamente.
E por que esperam 5, 10, 15 anos para procurar ajuda?
1 - (Sra. M, 27 anos casada a seis, e nunca tinha tido uma relação com o marido. Chorando muito dizia: “não sei o
que fazer ele diz que sou fria, sinto medo, dor...”)
2 - (Sra. R, 37 anos namorando desde os 20, e ainda virgem. “Já fui a ginecologista, ela disse q teria de fazer
uma cirurgia...”)
Sempre digo:
Nunca se deixe levar por uma só opinião, questione, pesquise, se informe. Nos casos citados teria poupado muito sofrimento. Pois após
alguns meses de terapia foi o bastante pra que descobrissem que não eram “o patinho feio da estória”.
Vejam que a desinformação não é só da mulher, mas também dos parceiros. Esse homem que pensa saber tudo via de regra
tem no mínimo muitas dúvidas.
A mulher é geralmente mais tímida, reprimida, sonhadora e o homem precisa saber lidar com isso. Muitos homens
não sabem dizer “eu te amo” ou “você esta linda” ou ainda “maravilhosaaaaaaaaa!” Tem dificuldade
com as preliminares, e pra mulher isso é fundamental.
Há uma defasagem entre o tempo do homem e o da mulher. Enquanto o homem ao se despir geralmente já está de “prontidão”, a
mulher ainda está no primeiro degrau da escada, e se ele tentar vai ser um fiasco.
A palavrinha mágica é DIALOGO, e este pode ser verbal ou corporal. Se você tem dificuldade em verbalizar,
sinalize, pegue a mão dele, conduza, mude de posição, empurre ou aproxime conforme seu desejo. Lembre-se que você não
está sozinha, logo também tem que pensar nele, é preciso buscar a sintonia. Pode ser que ele muito ansioso, nem consiga segurar
e ejacule rápido, mantenha a calma e em alguns minutos ele estará pronto pra outra, e geralmente na segunda ele estará menos
ansioso, ou impetuoso, e tudo poderá ser diferente.
Um erro clássico e achar que “vai ser a mesma coisa”, permita-se o beneficio da dúvida.
Como nos disse HERÁCLITO: Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.*
Sabemos que é difícil manter o otimismo ante uma situação que se repete ou se repetiu inúmeras vezes.
Mas por que isso acontece? – Por que esperamos tanto tempo pra buscar ajuda?
Quando estamos no meio do conflito, nos sentimos como um piloto navegando em meio a tempestade sem
instrumentos, é hora de pedir ajuda, mandar um SOS, buscar um terapeuta de casal, que está acostumado
a lidar com essas situações pode ser um bom caminho.
Pode ser que esteja confusa, afinal talvez tenha ouvido conselhos do tipo: (é assim mesmo depois melhora,
ou você precisa cumprir seu dever de esposa, ou ainda ruim com ele pior sem ele.).
Questione busque outras fontes consulte especialistas, busque na Internet, o que não se deve fazer é simplesmente nada
fazer. Se você ficar sentada “vendo a banda passar”, ela passará, e você continuará “sentada à beira do caminho”,
até quando?
* Heráclito de
Éfeso (Éfeso,
aprox. 540 a.C. - 470 a.C.) foi um filósofo pré-socrático que recebeu o cognome de "pai da dialética".
Augusto
Mendes
Psicólogo/sexólogo
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Mas lembre-se:
Questione tudo que você vê, ouve ou lê, inclusive este texto.
Augusto
Mendes
Psicólogo/sexólogo |